quinta-feira, 22 de março de 2007

Equipamentos utilçizados para forjar

Basicamente existem duas grandes famílias de equipamentos para forja, as prensas e
os martelos e cada um deles se subdividem de forma genérica em alguns tipos peculiares

1. Prensas de fuso
São constituídas de um par porca/parafuso, com a rotação do fuso, a massa superior se
desloca, podendo estar fixada no próprio fuso ou então fixada à porca que neste caso deve
ser móvel, dando origem a dois sub-tipos de prensas; as de fuso móvel; e as de porca móvel
Ligado ao fuso há um disco de grande dimensão que funciona como disco de inércia,
acumulando energia que é dissipada na descida. O acionamento das prensas de fuso podem
ser de três tipos:
• através de discos de fricção;
• por acoplamento direto de motor elétrico;
• acionado por engrenagens

2. Prensas excêntricas ou mecânicas
Depois do martelo de forja, a prensa mecânica é o equipamento mais comumente
utilizado. Pode ser constituído de um par biela/manivela, para transformar um movimento
de rotação, em um movimento linear recíproco da massa superior da prensa.
Para melhorar a rigidez deste tipo de prensa algumas variações do modelo
biela/manivela foram propostos assim nasceram as prensas excêntricas com cunha e as
prensas excêntricas com tesoura conforme mostra a figura
Prensas excêntricas com cunha e com tesoura que tem a finalidade de serem mais
rígidas que uma prensa excêntrica convencional.
O curso do martelo neste tipo de prensa é menor que nos martelos de forjamento e nas
prensas hidráulicas. O máximo de carga é obtido quando a massa superior está a
aproximadamente 3 mm acima da posição neutra central. São encontradas prensas
mecânicas de 300 a 12.000 toneladas. A pancada de uma prensa é mais uma aplicação de
carga crescente do que realmente um impacto. Por isto as matrizes sofrem menos e podem
ser menos maciças. Porem o custo inicial de uma prensa mecânica é maior que de um
martelo.

3. Prensas hidráulicas
As prensas hidráulicas são máquinas limitadas na carga, na qual a prensa hidráulica
move um pistão num cilindro. A principal característica é que a carga total de pressão é
transmitida em qualquer ponto do curso do pistão. Essa característica faz com que as
prensas hidráulicas sejam particularmente adequadas para operações de forja do tipo de
extrusão. A velocidade do pistão pode ser controlada e mesmo variada durante o seu curso.
A prensa hidráulica é uma máquina de velocidade baixa, o que resulta em tempos longos de
contato com a peça que pode levar a problemas com a perda de calor da peça a ser
trabalhada e com a deterioração da matriz. Por outro lado. a prensagem lenta de uma prensa
hidráulica resulta em forjamento de pequenas tolerâncias dimensionais. As prensas
hidráulicas são disponíveis numa faixa de 500 a 18.000 toneladas, já tendo sido
construídas, também, prensas hidráulicas de 50.000 toneladas. O custo inicial de uma
prensa hidráulica é maior do que o de uma prensa mecânica da mesma capacidade. São
disponíveis na literatura técnica fatores para conversão entre a capacidade das prensas e dos
martelos de forja.

4. Martelo
A peça mais comumente usada dos equipamentos de forja é o martelo de forja. Os
dois tipos básicos de martelo são: martelo de queda livre com prancha e o martelo de duplo
efeito. No martelo de queda com prancha, a matriz superior e a massa cadente são elevadas
por rolos de atrito engrenados à prancha, correntes ou outros mecanismos. Quando a
prancha é liberada, a massa cadente cai sob a influência da gravidade para produzir a
energia da pancada. A prancha é imediatamente elevada para nova pancada. O forjamento
com um martelo é normalmente feito com pancadas repetidas. Os martelos podem atingir
entre 60 e 150 pancadas por minuto dependendo do tamanho e capacidade. A energia
suprida pelas pancadas é igual à energia potencial devido ao peso da massa cadente e da
altura de queda. Os martelos de queda são classificados pelo peso da massa cadente.
Entretanto, uma vez que o martelo é uma máquina limitada energeticamente. no qual a
deformação se processa até que a energia cinética é dissipada pela deformação plástica da
peça de trabalho ou pela deformação elástica das matrizes e da máquina, é mais correto
classificar essas máquinas em termos da energia transmitida.
Uma capacidade maior de forja é atingida com um martelo de duplo efeito no qual o
martelo é acelerado no seu curso descendente por pressão de vapor ou ar comprimido em
adição à gravidade. O vapor ou ar comprimido podem também serem usados para elevar o
martelo no seu curso ascendente. Nos martelos de queda o choque produzido pela queda da
massa é transmitido para toda a estrutura da máquina, bem como para as fundações. O que
é um grande transtorno.
Para amenizar este fato foram desenvolvidos os martelos de contragolpe, em que a
chabota se movimenta ao mesmo tempo que a massa superior encontrando-se ambas no
meio do percurso. Desta forma a reação do choque praticamente inexiste e não é
transmitida para a estrutura da máquina e fundações.
Mas dada a configuração deste tipo de martelo temos como desvantagens:
• maior desalinhamento entre as partes superior e inferior da matriz;
• a força de forjamento deve estar localizada no meio da matriz para
evitar grandes atritos entre as massas e as guias;
• não é possível manipular a peça durante o movimento do martelo
• maiores despesas de manutenção
Uma característica comum aos martelos é que em função do forjamento ser
feito por meio de golpes, o martelo adquire grande flexibilidade, pois enquanto as
prensas são limitadas em termos de força (só podem ser aplicadas se a força
requerida for menor que a disponível), nos martelos esta limitação não existe uma
vez que o martelo aplicará golpes sucessivos até que a conformação desejada se
processe. Desta forma os martelos são mais indicados para o uso com matrizes
de múltiplas cavidades em que em um único bloco existem as cavidades para préconformação
e conformação final.
Um outro aspecto relativo aos martelos é que estes requerem em média
400% mais energia, que as prensas, para executar a mesma deformação
Desenho da peça para forjamento


Fonte: http://meusite.mackenzie.com.br/carlosmonezi/seminarios/1o_semestre/1_2005/forjamento.pdf

8 comentários:

Anônimo disse...

gostaria de densenvouver um martelo para forjar ponteiros etalhadeiras hoje eu bata na mareta
voçes poderiam fabricar um.

Anônimo disse...

poso sim me telefona 4199943299

Anônimo disse...

thiago presiso dezenvolver um pino de diametro de 10 milimetros com rebaixo de 5 por 6 de comprimento nas duas pontas entre os rebaixo 36 milimetros isto e um pino ceparador hoje faso eles torniado mas presiso faselos atraves de conformaçaõ se podes me ajudar me manda um email fcaselli@ig.com.br

Anônimo disse...

Voce poder utilizar uma prensa excentrica de 65 toneladas para fabricar ponteiros e talhadeiras em matriz aberta.

fixoforja disse...

Somos uma empresa de forjamento a quente e estamos procurando um lubrificante adequado para refrigerar e ajudar o desmolde da peça forjada. Você teria alguma sugestão. Agradeço sua atenção.
Fixoforja@onda.com.br

Anônimo disse...

Tiago, bom dia
Estou lançando no Brasil a revista FORGE, baseada na revista americana e dirigida ao mercado da forjaria. Estou com o texto "Manutenção em matrizes de Forjamento" traduzido e necessito de uma breve revisão. Você poderia me euxiliar? Neste caso colocaria teu nome nos créditos finais no artigo, como revisor.
grato
Udo Fiorini
udo@aquecimentoindustrial.com.br

JOSÉ AUGUSTO disse...

Thiago

Meu nome é José Augusto tenho uma empresa de usinagem e forjo peças á quente estou precisando de formula para calcular extrusão de barras redondas ex; Ø 19,05 (3/4 para Ø 17,20mm podes me ajudar?
aguiafix@oi.com.br

luciano disse...

MEU NOME LUCIANO GALVAO
gostaria de densenvouver um martelo para forjar ponteiros e talhadeiras hoje eu bato na marreta
voçes poderiam fabricar um. meu email galvaoluciano@ig.com.br